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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Filhos


Eu vou escrever pra você o que eu sempre quis dizer
Nessa carta que talvez você nunca vai receber.
Me desculpe desde já por favor
E tente entender a minha letra que a lágrima borrou.





















Hoje é quinta-feira o dia tá nublado.
Nem fui para a escola, perdi a hora, acordei zoado.
Trancado aqui no quarto, vejo os álbuns de retrato
De como parecia que agente era feliz
Uma foto de nós dois abraçados e depois
Outra de um aniversario de alguns anos que fiz.

Então comecei a recordar nossa historia
Tudo que vivemos juntos em nossa trajetória.
Muitas glórias, muitas crises, vários planos.
Tempos felizes de uma família em poucos anos.





























Lembro perfeitamente até posso sentir
As cocegas que você fazia pra fazer eu rir.
Como ficava quando eu tirava 10 na escola.
E me levava para empinar pipa e jogar bola.
Quando me perguntava o que eu queria ser quando crescer.
Eu dizia que queria ser como você.

Que simplesmente era o meu super-herói
E que deixou muita saudade no meu peito que dói.
É tipo assim peço por favor tente me entender.
Quando ouvir a musica que agente fez pra você.






























Quando me lembro, você saindo naquela porta
As forças dos ombros, eu pedindo, "papai volta?"
As lagrimas caiam dos meus olhos, você enxugou,
Pegou-me no colo me deu um beijo e me abraçou.
Você prometeu pro meu irmão que voltaria.
Pelo menos uma vez por semana e nos levaria
Para matar a saudade, passear na cidade
De repente isso seria bem melhor pra agente.
No começo foi realmente assim...
É, quase assim...
Acho que você sabe que foi duro pra mim ou pra nós..
Acho que não, você sumiu.
Nem viu sua filha crescer, foi rápido, nem sentiu
Foram poucos telefonemas, para matar quem nos matava
No final sempre com um beijo me dizia que me amava.
Ouvia uma voz de neném bem lá no fundo
Eu sabia que você encontraria,outro mundo,
Alguém para concorrer do amor que eu tanto sinto por você
E que por telefone eu não sei dizer.
Mas de que vale o amor se o senhor não tá aqui
Pra eu poder te abraçar, te beijar e sorrir
Não sou mais aquela criança contente
Nem você aquele pai tão presente.
É tipo assim...
Peço por favor tente me entender.
Quando ouvir a musica que agente fez para você.






Eu fui crescendo, vendo meus colegas
Onde eu morava que tinha um pai em casa
mais não valorizava
A quem dera se eu tivesse essa oportunidade
De ter você aqui comigo no domingo a tarde
Pra me ensinar a dirigir
E dividir comigo tudo que 'cê' sabe
E ser o meu melhor amigo
Mas não, foi minha mãe que fez o seu papel
Ensinou - me a ser homem, nunca me deixou ao léo
Ela disse que o amor não pode viver com a mágoa
É como o ditado do óleo que não junta com a água
Que é necessário eu te amar e esquecer todo o passado
De que vale o amor se você não tá aqui do nosso lado?
Mas eu te amo e isso me dói aqui dentro
E gostaria de mostrar com atitudes o meu sentimento
Os filhos sempre são os que sofrem mais
Com a separação dos pais.






Sonhei, nunca faz mal sonhar.
Busquei, alguém para me espelhar.
Achei em Deus um pai, meu rei
Meu respirar.










Composição: Ao cubo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Maldito Bastardo!!!

Nunca ninguém me falou que a vida era justa sem o amor do meu pai ele nunca esteve lá.
Não esteve nos aniversários nas festas de família passei a vida procurando por um pai que nunca aparecia.
Ele sempre teve grana para comprar os melhores carros melhor casa, mas para me visitar ou para me ajudar nunca teve se quer a boa vontade.
O que te torna feliz? em saber que alguém te abandonou te largou como se joga uma latinha na rua ou se usa uma pessoa e depois sai andando sem olhar para traz sem saber o que pode acontecer sem ao menos se importar com que fez.


O que esperar de alguém que não teve o carinho da mãe ou um pai por perto de alguém que nem sabe o que significa um amor paternal largado na vida largado no mundo, a "Deus dará" sem um animo sem ninguém por ele, sua vida se torna sem sentido, quando pensa que tem alguma coisa que é especial para alguém, isso tudo se acaba logo volta para aquela vida vazia onde só escuta gritos e gemidos de dor o que fazer?



Confiar no futuro? Vira a cabeça logo para das coisa erradas? já que esta na merda e nunca teve nada há se perde? Sinceramente? espero que um Herói me socorra aqui nesse abismo das almas perdidas já não vejo mais aquele mundo colorido já não vejo mais aquelas pessoas felizes tudo se transformo tão derrepente nem sei o que esperar do meu futuro será que ele chegara? Já estou cansado, meus olhos doem as pálpebras pesam os pés doloridos camisa rasgada cortes por todo o corpo espadas caídas pelo chão será que é mais um fim de um pobre guerreiro que não teve ninguém pra admira-lo?




Ou alguém de bons atos em quem se espelhar ou essa é a porção que ele merece? Será que merece, tudo isso? O mundo parece desabar em seus ombros já não aguenta mais tanta pressão as dores da solidão te deixa atordoado já não sabe mais se continua reto se vira a esquerda ou a direita qual será o caminho a ser traçado? Bem ou Mal? Céu ou inferno? Seu coração bate cansado nos seus olhos se encontram tristeza parece que já não há muito de se esperar será que lá do outro lado Deus o espera? Ou será que vivera perdido para sempre?
Pobre Garoto que não teve ninguém por ele, pobre menino bastardo sem pai largado ao relento a espera de um milagre.
 




                       Autor: Roberto Faria de Oliveira